Paraíba no centro de megaesquema internacional de coiotes que levou 406 brasileiros ilegalmente aos EUA
- Michel Bruno
- 10 de set. de 2025
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Uma operação da Polícia Federal revelou que três agências de turismo de fachada estavam no coração de um esquema milionário de contrabando de migrantes para os Estados Unidos — e a principal delas funcionava em João Pessoa, na Paraíba.

O esquema, investigado na Operação Héstia, movimentou mais de R$ 12,7 milhões e ajudou 406 pessoas a entrarem ilegalmente no território norte-americano. Segundo a PF, os criminosos se apresentavam como “facilitadores de viagem”, mas na prática agiam como coiotes, cobrando valores exorbitantes e submetendo as vítimas a jornadas de terror até a travessia no México.
Durante a ofensiva, esta semana, um homem foi preso em Barra de São Francisco-ES. Ele era considerado um dos principais coiotes e estava foragido. De acordo com os investigadores, o suspeito utilizava da violência para cobrar dívidas de migrantes e familiares.
A PF cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Paraíba. As agências de fachada operavam em João Pessoa (PB), Barra de São Francisco (ES) e Central de Minas (MG).
O delegado da Polícia Federal em São Mateus-ES, Leonardo Guimarães, revelou que muitas vítimas, em busca de uma vida melhor, entregaram carros, motos e até imóveis para custear a travessia. Quem não pagava a dívida enfrentava ameaças, intimidação e violência, mesmo após a deportação.
Além do contrabando de migrantes, a quadrilha também será responsabilizada por associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 23 anos de prisão. A ação mobilizou cerca de 44 policiais federais. O nome do preso e das empresas de turismo envolvidas não foram divulgados pela PF.
Com informações do G1





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