Surto termina em morte: homem de 31 anos não resiste após ser enforcado em igreja
- Gustavo Carneiro
- 18 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Um caso grave está sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Giusepe Bastos de Sousa, de 31 anos, diagnosticado com esquizofrenia paranoide, morreu após ser imobilizado dentro de uma unidade da Igreja Universal do Reino de Deus, em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio.
Segundo familiares, Giusepe sofreu um surto em casa no fim da tarde de domingo (14), saiu para a rua e acabou entrando no templo, onde já frequentava há cerca de três anos. Pouco depois, a mãe o encontrou desacordado, no chão, enquanto era contido por um pastor.
A irmã, Desire Bastos, relata que, ao chegar ao local, viu o irmão inconsciente, com o pescoço pressionado. “O pastor estava em cima dele. Meu irmão não reagia, não tinha sinais de vida. Só depois que o Samu chegou e tentou reanimá-lo é que voltou a ter pulsação fraca e foi levado à UPA de Marechal Hermes”, disse.
Mesmo com os atendimentos médicos, Giusepe não resistiu e morreu na manhã de segunda-feira (15). O laudo aponta sinais de asfixia na região do pescoço, broncoaspiração e hematomas. O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal na 30ª DP, mas deve ser reclassificado após a conclusão da perícia.
Família acusa violência
Parentes afirmam que Giusepe, em surto, teria quebrado o portão da igreja e tentado agredir alguém, mas questionam a forma como ele foi contido.
“Mesmo que estivesse agressivo, era uma pessoa doente. Bastava segurarem braços e pernas, não matar. Foi uma covardia”, desabafou Desire.
Ela ainda descreveu o irmão como um homem carinhoso, inteligente e dedicado à fé, que antes da doença levava uma vida ativa, serviu ao Exército e trabalhava. O corpo foi sepultado na quarta-feira (17), no Cemitério de Irajá.

Em nota, a instituição declarou que Giusepe chegou agitado, quebrou uma porta de vidro, agrediu um frequentador e perseguiu uma voluntária até o estacionamento. A Igreja afirma que agiu para proteger os fiéis, acionou a polícia e o Samu, e que está colaborando com as investigações.
Da Redação com O Globo





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