OFICIAL: governo anuncia novo mínimo e movimenta R$ 81 bilhões no país
- Gustavo Carneiro
- 29 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O salário mínimo brasileiro já tem novo valor definido para 2026. Após decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o piso nacional passará de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de R$ 103 a partir do próximo ano.

O reajuste representa uma alta de 6,79% em relação ao valor atual e segue a política adotada desde 2024, que considera dois fatores principais: a inflação acumulada e o desempenho da economia brasileira.
No cálculo, o governo levou em conta a inflação medida pelo INPC, que somou 4,18% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, segundo o IBGE. A esse índice, soma-se o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes no caso, o de 2024, que teve avanço de 3,4%.
No entanto, o ganho real acima da inflação foi limitado. Pelas regras do arcabouço fiscal, o aumento real não pode ultrapassar 2,5%, o que reduziu o impacto total do PIB no reajuste. Com isso, o percentual final ficou nos 6,79% anunciados oficialmente.
De acordo com o Dieese, se todo o crescimento econômico tivesse sido repassado ao salário mínimo, o valor poderia chegar a R$ 1.636, ou seja, R$ 15 a mais do que o definido.
Impacto bilionário na economia
O novo mínimo serve de referência para a renda de 61,9 milhões de brasileiros, entre trabalhadores e beneficiários de programas sociais.
Desse total, 29,2 milhões são aposentados e pensionistas do INSS, 17,6 milhões são empregados formais, 10,7 milhões atuam por conta própria e 3,8 milhões são trabalhadores domésticos.
Segundo o Dieese, o reajuste deve colocar R$ 81,7 bilhões em circulação na economia brasileira em 2026. Aproximadamente R$ 40 bilhões desse montante correspondem ao aumento nos benefícios previdenciários.
O levantamento também mostra a evolução histórica do piso nacional: desde 2002, quando o salário mínimo era de R$ 200, o valor acumulou uma alta de 710,5%, bem acima da inflação do período, que foi de 306,7%, conforme o INPC.
Da Redação com Correio Braziliense





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