STF aponta Bolsonaro como líder de organização que tentou romper a democracia
Atualizado: 12 de set. de 2025

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (11), para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete integrantes do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado. O placar até o momento é de 3 a 1, com o voto da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
Em seu voto, Cármen Lúcia ressaltou a quantidade de provas obtidas durante a investigação e afirmou que Bolsonaro liderava uma organização criminosa com o objetivo de se perpetuar no poder e ameaçar a democracia. “O panorama fático e normativo está devidamente demonstrado. Está comprovada a violência e a grave ameaça. A prova produzida durante a instrução processual, além das documentais, confirma a materialidade. A organização documentou quase todas as fases da empreitada”, disse a magistrada.
O julgamento envolve os ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, além de Anderson Torres; o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; e o tenente-coronel Mauro Cid.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os réus atuaram para desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições democráticas e articular medidas de exceção. Caso recebam as penas máximas, podem cumprir até 43 anos de prisão.
Da Redação com Correio Braziliense



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