PREOCUPANTE: Greve da UEPB completa dois meses sem Governo do Estado e Reitoria apresentarem proposta de negociação
- Michel Bruno
- 21 de nov. de 2025
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A greve das professoras e dos professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) completa amanhã (22) dois meses sem que o Governo do Estado apresente propostas de negociação para os pontos reivindicados pela categoria. Desde a última reunião, realizada em 7 de outubro com os secretários Gilmar Martins (Planejamento) e Cláudio Furtado (Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior), não houve avanço. Na ocasião, os gestores afirmaram que retomariam o diálogo em até 15 dias após consulta ao governador João Azevedo, o que não ocorreu.

Imagem: Reprodução
O Comando de Greve também solicitou uma reunião com o governador em exercício, Lucas Ribeiro, na tentativa de abrir novas possibilidades de negociação, mas ainda não obteve retorno. Já com a Reitoria, após três encontros, o movimento avalia que houve pequenos avanços, especialmente sobre a realização de concurso para novos docentes em 2026 e a convocação do cadastro de reserva.
Na terça-feira (18), a Assembleia Legislativa realizou sessão especial solicitada pela ADUEPB, por meio dos deputados Cida Ramos e Taciano Diniz, com o objetivo de intermediar a reabertura do diálogo entre governo e docentes. Os parlamentares decidiram criar uma comissão para acompanhar a formação de uma mesa tripartite — sindicato, governo e Reitoria — que conduza as negociações.
A presidenta da ADUEPB, Elisabete Vale, afirmou que os avanços nas greves anteriores só ocorreram quando as três partes se reuniram. “Temos expectativa de que uma mesa seja instalada na próxima semana”, declarou.
A categoria reivindica o pagamento do retroativo das progressões de carreira, a recomposição do orçamento da UEPB com base na Lei de Autonomia (nº 7.643/2004), a realização de novos concursos para docentes efetivos — a universidade ainda conta com 393 temporários —, a convocação do cadastro de reserva e a abertura de uma mesa permanente para discutir perdas salariais acumuladas de 22,9% nos últimos quatro anos.
Com informações de Ascom/ADUEPB





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