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Polícia finaliza inquérito do Caso ISEA e indicia 4 médicos e 2 enfermeiras

11 de jun.
2 min de leitura

Após mais de um ano da morte do bebê Davi Elô e sua mãe, Maria Danielle, episódio que se tornou reconhecido como Caso ISEA,  as autoridades de segurança pública da Paraíba deram um passo definitivo na elucidação de um caso que comoveu o estado. A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que investigava a trágica sequência de eventos ocorrida em março de 2025 no Instituto de Saúde Elpídio Almeida (ISEA), em Campina Grande. A investigação resultou no indiciamento formal de seis profissionais de saúde.

O caso apurou as circunstâncias que levaram ao óbito fetal intrauterino de um bebê e, posteriormente, à morte da própria gestante. Com o fechamento do relatório, a autoridade policial representou pelo envio do caso para o Tribunal do Júri.

Como acompanha o ClickPB, Maria Danielle Cristina Morais Sousa, de 38 anos de idade, faleceu no dia 25 de março de 2025 após complicações de seu parto. O bebê que ela esperava, Davi Elô, faleceu no dia 11 de março. Desde então, o pai da criança, Jorge Elô tem denunciado o caso e pedido por justiça.

Ao todo, quatro médicos obstetras e duas enfermeiras foram indiciados pelo crime previsto nos artigos 125 e 127 do Código Penal. Considerando a natureza da infração apurada e os elementos colhidos durante a investigação, foi formalizada representação para declinação da competência a uma das Varas do Tribunal do Júri da Comarca de Campina Grande. O procedimento policial foi devidamente concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que adotarão as providências legais cabíveis.

Coordenado por uma força-tarefa que envolveu a 2ª Superintendência Regional, a 14ª e 22ª Delegacias Seccionais, além da Delegacia de Defraudações de Campina Grande, o inquérito reuniu um robusto conjunto de provas. Foram analisados prontuários médicos, documentos de pré-natal, relatórios de dados telemáticos e laudos periciais oficiais (como exames toxicológicos, necropsias e exames anatomopatológicos).


Os exames periciais foram determinantes para traçar o nexo de causalidade dos fatos e isentar parte da equipe de plantão que tentou reverter a situação no final. O laudo apontou que causa da morte do bebê foi uma rotura uterina associada à condução inadequada do parto. As perícias realizadas concluíram que uma intervenção cirúrgica em momento oportuno teria possibilitado a preservação da vida do nascituro.

Em relação ao falecimento da parturiente, ocorrido 25 dias após os fatos, os laudos apontaram que a morte decorreu de complicações relacionadas a uma condição genética preexistente, agravada pelos eventos registrados durante o atendimento médico. A investigação não identificou conduta criminosa por parte dos profissionais que participaram da cirurgia de emergência realizada posteriormente, uma vez que atuaram na tentativa de preservar a vida da paciente.

Informações:ClicPB
Informações:ClicPB

 
 
 

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