top of page

PB SAÚDE: Auditoria do TCE-PB aponta graves irregularidades na gestão do órgão

  • Foto do escritor: Michel Bruno
    Michel Bruno
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), relatada pelo conselheiro Antônio Gomes Vieira Filho, identificou diversas irregularidades na gestão da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) ao longo de 2024, período que envolveu as administrações de Arimatheus Silva Reis, Alexandre Bento de Farias e Jhony Wesllys Bezerra Costa.


Médico Jhony Bezerra - Imagem: reprodução


O relatório técnico destaca grave descontrole nos gastos com pessoal, que chegaram a 92,16% dos repasses totais no Hospital Metropolitano, ultrapassando de forma expressiva o limite planejado de 50,30%.


Segundo o relator, a autorização de despesas acima da capacidade financeira e contratual gerou risco concreto de insolvência, possibilidade de paralisação dos serviços de saúde e formação de passivo elevado, com impacto direto ao erário estadual. A auditoria conclui que a autonomia gerencial da Fundação foi exercida em desacordo com os parâmetros pactuados.


Na análise final, a Auditoria retificou seu entendimento e atribuiu responsabilidade direta ao atual gestor à época do envio das informações, Jhony Wesllys Bezerra Costa, responsável pela remessa do Balancete Contábil da PCA 2024.


  • Conforme o relatório, as irregularidades mantidas decorrem de inconsistências nos dados contábeis apresentados, com divergências que somam valores expressivos:


  • R$ 52,6 milhões entre os dados do SIAF e o Balancete Contábil;


  • R$ 24 milhões de divergência entre o Portal da Transparência e os registros contábeis


No tópico 3 da auditoria, o TCE-PB aponta irregularidades específicas atribuídas ao gestor Jhony Wesllys Bezerra Costa, entre elas:


  • Registro de repasses financeiros inferiores aos valores efetivamente recebidos (R$ 52,6 milhões);


  • Divergências entre dados contábeis e o Portal da Transparência (R$ 24 milhões);

Despesas sem comprovação no valor de R$ 2,27 milhões;


  • Diferenças nos gastos informados em balancetes e no Portal da Transparência (R$ 39 milhões);


  • Reconhecimento de ativos inexistentes sob a rubrica “controle credores” (R$ 13 milhões);


  • Déficit patrimonial decorrente de passivo sem cobertura financeira (R$ 37,2 milhões);


  • Divergências na folha de pagamento, entre Portal da Transparência e relatórios de atividades (R$ 18,7 milhões).


Com informações do Blog da Simone Duarte

Comentários


bottom of page