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Justiça solta cinco PMs acusados de matar jovens no Conde; um segue foragido

10 de set. de 2025
2 min de leitura

A Justiça da Paraíba determinou a soltura de cinco policiais militares investigados pela morte de cinco jovens, em fevereiro deste ano, na cidade do Conde. Eles estavam presos desde o dia 19 de agosto. Um sexto policial, que estava fora do país no momento da operação, teve a prisão preventiva decretada por não colaborar com as investigações.


Apesar da liberdade, os militares terão que cumprir várias medidas cautelares, entre elas: uso de tornozeleira eletrônica, afastamento do serviço operacional, proibição de contato com familiares das vítimas ou testemunhas, recolhimento domiciliar noturno (das 20h às 5h) e comparecimento mensal em juízo. Eles também não poderão sair da comarca de residência por mais de 10 dias sem autorização judicial.


Os cinco liberados estavam na carceragem do 1º Batalhão da Polícia Militar e devem ser soltos ainda nesta quarta-feira (10).


O caso


O episódio aconteceu em 15 de fevereiro de 2025, quando cinco jovens — três deles adolescentes — foram mortos a tiros durante uma ação da PM. Segundo a versão policial, eles planejavam um ataque para vingar o feminicídio de uma mulher na cidade, mas familiares das vítimas contestam a versão e afirmam que os jovens não tinham envolvimento com o crime.


As vítimas foram identificadas como:


Fábio Pereira da Silva Filho, 26 anos

Emerson Almeida de Oliveira, 25 anos

Alexandre Bernardo de Brito, 17 anos

Cristiano Lucas, 17 anos

Gabriel Cassiano de Sousa, 17 anos (filho de Ana Gabriela, vítima do feminicídio que teria motivado a vingança)


Policiais investigados


Foram alvos da operação:


Soldado Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel

Sargento Marcos Alberto de Sá Monteiro

Sargento Wellyson Luiz de Paula

Sargento Kobosque Imperiano Pontes

Cabo Edvaldo Monteval Alves Marques

Tenente Álex William de Lira Oliveira (que segue foragido nos EUA)


O Ministério Público pediu que os cinco PMs respondessem em liberdade, com as medidas cautelares. Já o tenente Álex William, por não se apresentar, teve a prisão temporária convertida em preventiva.


A defesa dos policiais insiste na inocência dos investigados. As investigações continuam para apurar a real dinâmica da ação que terminou com a morte dos jovens.


Da Redação com Jornal da Paraíba

Foto: TV Cabo Branco
Foto: TV Cabo Branco

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