Justiça solta cinco PMs acusados de matar jovens no Conde; um segue foragido
A Justiça da Paraíba determinou a soltura de cinco policiais militares investigados pela morte de cinco jovens, em fevereiro deste ano, na cidade do Conde. Eles estavam presos desde o dia 19 de agosto. Um sexto policial, que estava fora do país no momento da operação, teve a prisão preventiva decretada por não colaborar com as investigações.
Apesar da liberdade, os militares terão que cumprir várias medidas cautelares, entre elas: uso de tornozeleira eletrônica, afastamento do serviço operacional, proibição de contato com familiares das vítimas ou testemunhas, recolhimento domiciliar noturno (das 20h às 5h) e comparecimento mensal em juízo. Eles também não poderão sair da comarca de residência por mais de 10 dias sem autorização judicial.
Os cinco liberados estavam na carceragem do 1º Batalhão da Polícia Militar e devem ser soltos ainda nesta quarta-feira (10).
O caso
O episódio aconteceu em 15 de fevereiro de 2025, quando cinco jovens — três deles adolescentes — foram mortos a tiros durante uma ação da PM. Segundo a versão policial, eles planejavam um ataque para vingar o feminicídio de uma mulher na cidade, mas familiares das vítimas contestam a versão e afirmam que os jovens não tinham envolvimento com o crime.
As vítimas foram identificadas como:
Fábio Pereira da Silva Filho, 26 anos
Emerson Almeida de Oliveira, 25 anos
Alexandre Bernardo de Brito, 17 anos
Cristiano Lucas, 17 anos
Gabriel Cassiano de Sousa, 17 anos (filho de Ana Gabriela, vítima do feminicídio que teria motivado a vingança)
Policiais investigados
Foram alvos da operação:
Soldado Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel
Sargento Marcos Alberto de Sá Monteiro
Sargento Wellyson Luiz de Paula
Sargento Kobosque Imperiano Pontes
Cabo Edvaldo Monteval Alves Marques
Tenente Álex William de Lira Oliveira (que segue foragido nos EUA)
O Ministério Público pediu que os cinco PMs respondessem em liberdade, com as medidas cautelares. Já o tenente Álex William, por não se apresentar, teve a prisão temporária convertida em preventiva.
A defesa dos policiais insiste na inocência dos investigados. As investigações continuam para apurar a real dinâmica da ação que terminou com a morte dos jovens.
Da Redação com Jornal da Paraíba




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