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Da água para os hospitais: pele de tilápia vira arma contra queimaduras

  • Foto do escritor: Gustavo Carneiro
    Gustavo Carneiro
  • 26 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

A pesquisa brasileira que transformou a pele de tilápia em um curativo inovador deu um salto decisivo rumo à produção comercial.


A Universidade Federal do Ceará assinou a transferência da tecnologia para duas empresas do setor biotecnológico, abrindo caminho para que o material seja fabricado em escala e chegue, em breve, às unidades de saúde.

Foto: Viktor Braga/UFC
Foto: Viktor Braga/UFC

A parceria foi firmada no dia 10 de novembro e autoriza as empresas Biotec Solução Ambiental e Biotec Controle Ambiental a desenvolverem o produto final, realizarem novos testes e conduzirem todo o processo regulatório até a aprovação da Anvisa. A expectativa é que a novidade resulte em um kit próprio para o tratamento de feridas e queimaduras.


A pele de tilápia se destacou nos estudos da UFC por apresentar características ideais para curativos: boa fixação, manutenção da umidade adequada e estímulo à recuperação da pele lesionada. O biomaterial passou por esterilização e preparo específico até se tornar apto para uso clínico.


Nos testes com pacientes, o desempenho surpreendeu. A cicatrização ocorreu em tempo semelhante ao de curativos modernos usados hoje nos hospitais, e o alívio da dor relatado também foi equivalente o que reforça o potencial do produto como alternativa segura e eficiente.


A tecnologia tem ainda um diferencial importante: sustentabilidade. A tilápia é um dos peixes mais cultivados no país, e sua pele normalmente vai para o lixo. Aproveitar esse material reduz desperdícios e oferece uma solução de baixo custo, especialmente útil em regiões onde curativos avançados são inacessíveis.


Com a transferência da patente, a fase agora é de adaptação industrial, ampliação dos testes e desafio regulatório. Se todas as etapas forem cumpridas, o curativo de tilápia pode entrar de vez na rotina médica, tanto na medicina humana quanto veterinária e se transformar em uma das maiores inovações brasileiras no tratamento de feridas.


Da Redação com Metrópoles


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