ANGÚSTIA: mais de 860 pessoas desapareceram na Paraíba em 2025
- Gustavo Carneiro
- 14 de jan.
- 2 min de leitura
Entre janeiro e novembro de 2025, 861 pessoas desapareceram na Paraíba após saírem de casa e não retornarem, um número alarmante que representa uma média de três casos por dia em todo o estado. Os dados são do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Por trás das estatísticas, estão famílias em desespero, buscas incessantes e uma realidade que exige atenção urgente do poder público e da sociedade.
Quem são os desaparecidos?
Os dados revelam um recorte preocupante do perfil dessas pessoas:
596 são homens
265 são mulheres
Em relação à faixa etária:
183 desaparecidos têm entre 0 e 17 anos, incluindo crianças e adolescentes 668 são maiores de 18 anos e 10 casos não tiveram a idade informada.
Os números mostram que o problema atinge diferentes públicos e faixas etárias, ampliando o impacto social e emocional em diversas regiões da Paraíba.
Dor silenciosa e buscas constantes
Na maioria dos casos, os registros de desaparecimento são feitos por familiares próximos, especialmente mães, que percorrem delegacias, hospitais e instituições em busca de notícias. A angústia da espera transforma o desaparecimento em um drama diário para centenas de famílias paraibanas.
Ação da Polícia Civil
A Polícia Civil da Paraíba destaca que mantém equipes especializadas e protocolos específicos para a investigação de desaparecimentos, com cruzamento de informações, diligências em campo e integração com bancos de dados estaduais e nacionais. Apesar do alto índice de localizações, cada novo registro reforça a complexidade do problema.
Um problema que vai além da segurança
Especialistas apontam que os desaparecimentos estão ligados a múltiplos fatores, como conflitos familiares, vulnerabilidade social, transtornos mentais, uso de drogas, violência e até afastamentos voluntários. Por isso, o enfrentamento exige políticas públicas integradas, envolvendo assistência social, saúde, educação e segurança.
O que fazer em caso de desaparecimento?
As autoridades reforçam que não é preciso esperar 24 horas para registrar o desaparecimento. O boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente, presencialmente ou pela Delegacia Online, para agilizar as buscas e ampliar a divulgação das informações.
Enquanto os números crescem, cresce também o clamor das famílias por respostas. Cada pessoa desaparecida representa uma história interrompida e um pedido urgente por atenção, empatia e ação.
Da Redação do Frequência Livre





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